LANÇAMENTO DE LIVROS


Os participantes do evento, interessados em lançar suas obras, devem encaminhar email para coloquio2019@unisc.br, até o dia 31/07/2019, contendo os dados de referência da obra (AUTOR. Título do livro. Cidade: editora, ano.), imagem da capa e resumo da obra.

Mulheres gaúchas na imprensa do século XIX: Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro

 

Cecil Jeanine Albert Zinani (Organizadora)

 

Caxias do Sul: Educs, 2018.
ISBN: 978-85-7061-926-6

 

RESUMO: Produzida pelo grupo de pesquisa em Literatura e Gênero da Universidade de Caxias do Sul e organizada pela Profa. Dra. Cecil Jeanine Albert Zinani, a obra reúne ensaios sobre nove escritoras do Rio Grande do Sul que publicaram seus escritos no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro (1851-1932), anuário editado em Lisboa. As escritoras em questão colaboraram com o Almanaque entre 1871 e 1903 e compõem o corpus de estudo do Projeto de Pesquisa “Retratos de Camafeu: biografias de escritoras sul-rio-grandenses” (CAMAFEU), coordenado por Maria Eunice Moreira (PUCRS), em parceria com pesquisadores da FURG e da UCS. Trata-se de um trabalho de resgate de produção intelectual feminina, que granjeou pouca ou nenhuma referência no panorama das Letras. Foi em almanaques que muitas mulheres do século XIX tiveram oportunidade de divulgar seus escritos, que, de outra maneira, teriam ficado ocultos ou perdidos em alguma gaveta da mesa do escritório ou da cozinha. Em uma época em que as oportunidades de participação na sociedade oferecidas a elas eram extremamente limitadas, essas “senhoras” do extremo sul brasileiro obtiveram espaço para divulgar sua literatura do outro lado do oceano.

 

Disponível para compra em https://www.ucs.br/site/editora/catalogo/letras/as-mulheres-gauchas-na-imprensa-do-seculo-xix/>.

 

 

Figurações do imaginário cinematográfico na contemporaneidade

 

Anselmo Peres Alós, Renata Farias de Felippe e Andrea do Roccio Souto (Organizadores)

 

Santa Maria: PPG-L Editores/CNPq, 2017.

 

Resumo: É quase senso comum, na crítica cultural contemporânea, afirmar que o cinema, ao longo dos séculos XX e XXI, cumpre, no imaginário social, o papel que cabia à literatura ao longo dos séculos XVIII e XIX - mais particularmente ao romance - na formulação, constituição e circulação de imagens e de representações sociais. A proposta deste livro é provocar os autores convidados, em sua grande maioria ligada a investigações em torno de objetos literários, a pensar o cinema como dispositivo cultural privilegiado para problematizar a representação das paisagens do presente. Que discussões, problematizações e representações do mundo contemporâneo estão sendo veiculadas pelo cinema? De que maneiras são articuladas, pelo discurso narrativo fílmico, as representações de raça e etnia, de gênero e de sexualidade, do nacional e do estrangeiro, do eu e do outro, do próprio e do alheio? Como são problematizadas as paisagens culturais contemporâneas por diretores, produtores e roteiristas? Como o cinema vem problematizando, desde os primórdios do século XX até a contemporaneidade, a complexa dialética entre identidade e alteridade? Cabem ainda, no campo teórico e conceitual, distinções como cinema comercial, cinema de vanguarda, cinema de arte, cinema de autor, cinema underground e cinexplotaiton, em um mundo onde as fronteiras e os limites entre tais categorias se fazem cada vez mais híbridos, fluidos e contaminados? A partir dessa perspectiva, quais os recursos mobilizados pelo cinema dos séculos XX e XXI para reler a historiografia oficial, subvertendo-a e/ou questionando-a? Essas são algumas das provocações que foram lançadas pelos organizadores do presente livro aos colaboradores convidados para o volume.

 

Disponível para download gratuito no link: < http://www.ieg.ufsc.br/admin/downloads/livros_eletronicos/29032017-0314140>.

 

 

Leituras a contrapelo da narrativa brasileira: redes intertextuais de gênero, raça e sexualidade

 

Anselmo Peres Alós

 

Santa Maria: PPG-L Editores/CNPq, 2017.

 

Resumo: O conjunto de estudos que compõem o presente volume foi redigido entre 2001 e 2014 e é significativo de uma trajetória peculiar traçada no campo disciplinar dos estudos literários. Aparentemente díspares, as obras literárias e fílmicas analisadas ao longo de cada um dos capítulos dialogam entre si em função de uma série de elementos e temáticas comuns: a subalternidade, a diferença, a raça, a etnia, o gênero e o desejo sexual, marcas de alteridade que - ao longo dos processos históricos que se desenrolaram no continente latino-americano - relegaram largas parcelas das populações dos Estados Nacionais latino-americanos ao status de cidadãos de segunda categoria. Na atualidade, quando se observa no Brasil um recrudescimento da intolerância e do pensamento reacionário da classe média no país, que sob uma máscara mal dissimulada sai às ruas para gritar palavras de ordem pelo fim da corrupção juntamente com apelos pelo retorno da Ditadura Militar e pelo fim das cotas raciais e sociais nas universidades públicas brasileiras, como ocorreu no fatídico 15 de março de 2013, torna-se visível e ululante a necessidade de se discutir e de se problematizar a alteridade, a subalternidade e a diferença em todos os campos do conhecimento. Essa necessidade é particularmente urgente em campos como a Linguística e a Literatura, não apenas pelo diálogo que tais campos possuem com a Educação, mas também porque a literatura brasileira (e o mesmo se repete nas demais literaturas nacionais latino-americanas) vem se revelando um potente repositório de imagens e ideias que retroalimentam os discursos hegemônicos das elites econômicas e culturais brasileiras.

 

Disponível para download gratuito no link

<http://www.ieg.ufsc.br/admin/downloads/livros_eletronicos/05092017-0647390>.

 

 

Poéticas da masculinidade em ruínas: o amor em tempos de AIDS.

 

Anselmo Peres Alós (Organizador)

 

Santa Maria: PPG-L Editores/CNPq, 2017.

 

Resumo: As reflexões em torno da mentalidade hetero e do contrato heterossexual possibilitam a formulação de algumas inquietantes questões: as maneiras pelas quais se produz conhecimento não estariam encobrindo algum tipo de interesse? Quando uma feminista, uma negra ou um homossexual reivindicam legitimidade para produzir conhecimento a partir de seus próprios pontos de vista, são acusados de proselitismo, de comprometimento ideológico, de falta de rigor científico, até mesmo de obscurantismo. Mas de onde surge esse discurso que acusa todos os não brancos, não homens e não heterossexuais de “não universais” e de “politicamente comprometidos”? O pressuposto que sustenta tal argumento é o de que um lugar neutro e universal, do ponto de vista da produção de conhecimento, não estaria contaminado por interesses políticos e particularistas. Cabe perguntar, pois, em nome de quem o universalismo e a neutralidade falam: seriam eles - o universalismo e a neutralidade - posições isentas de “contaminação política”, de “interesses” e de “subjetivismo”, ou seriam apenas posições que pretendem velar suas implicações ideológicas? Este livro coletivo é o resultado das atividades do projeto de pesquisa Poéticas da masculinidade em ruínas: o amor em tempos de AIDS, coordenado e desenvolvido ao longo dos anos de 2014 e 2015 pelo organizador do volume, com o auxílio financeiro do CNPq. A parceria e a interlocução com diferentes pesquisadores, alocados em diferentes universidades brasileiras, tornou possível a coletânea que ora se apresenta.

 

Disponível para download gratuito no link:

<http://www.ieg.ufsc.br/admin/downloads/livros_eletronicos/29032017-0303150>.

 

 

Practicing English through Reading and Literature

 

Justina Inês Faccini Lied

 

Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2019

 

ISBN: 978-85-7578-493-8

 

Resumo: a obra objetiva ser relevante a qualquer estudante de língua inglesa em nível intermediário. Objetiva também disponibilizar material de leitura extensiva aos professores de língua inglesa, a fim de estimulá-los a trabalhar a leitura de contos e poemas em sala de aula, os quais podem ser importantes no processo de leitura e compreensão, bem como na melhoria da competência linguística. Os estudantes ainda podem ser incentivados a desenvolver a capacidade leitora de forma independente.  De acordo com Rosenblatt (2005) a leitura é como uma viagem que pode trazer resultados muito mais positivos do que unicamente trabalhar exercícios de gramática da língua em aulas tradicionais ou em qualquer outro ambiente de aprendizagem de línguas, além de proporcionar a aprendizagem da língua de forma agradável e instigante com efeitos positivos, os quais podem durar a vida toda. Portanto, a obra reúne diferentes textos literários, alguns com a versão total; outros que podem ser acessados diretamente dos sites disponibilizados na internet e, assim, desenvolver o gosto pela prática da língua inglesa através da leitura e literatura. São apresentados exercícios em quatro categorias, que são: compreensão de texto, estudo de vocabulário, gramática e escrita; alguns provérbios para reflexão e, por fim, chave de respostas com traduções, feitas pela autora, dos poemas apresentados.

Honkyoku

 

Demétrio de Azeredo Soster

 

Santa Cruz do Sul: Catarse, 2019

 

RESUMO: A obra é dividida em duas partes: Honkyoku e Poemas de Bicicleta. Na primeira parte, Honkyoku, a poesia vai buscar inspiração no som da shakhuachi, as flautas japonesas de bambu, que Demétrio estuda desde há algum tempo, para encontrar sua razão de ser. Segundo seu autor, o que se busca, aqui, é uma retomada à poesia primeira, original, a que lhe fez, em algum momento, poeta. “Há tempos planejo voltar ao passado primeiro, um lugar do qual pouco me lembro; onde, desconfio, fui, por alguns momentos, inteiro. Este livro tem a ver com isso”, adianta, na epígrafe. As ilustrações são do artista gráfico Gabriel Renner.

O ensino de língua e o processo de formação docente a partir de diferentes olhares. Diálogo com pesquisadores da Escola de Genebra.

 

Cleide Inês Wittke

 

Appris Editora, 2019

 

ISBN 978-85-473-2873-3

 

Resumo: Na presente obra, a autora compilou parte do material elaborado durante seu estudo pós-doutoral em 2015, na Universidade de Genebra (UNIGE), compilando as respostas dadas por quatro professores formadores dessa instituição, na primeira parte do livro; e por acadêmicas da UNIGE e da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), na segunda parte. As entrevistas com os quatro professores formadores foram realizadas face a face nas dependências da Universidade, ou seja, foram gravadas e posteriormente transcritas e traduzidas para português, cujo material foi lido e aprovado pelos entrevistados (os professores Drs. Joaquim Dolz, Bernard Schneuwly, Glaís Sales Cordeiro e Christophe Ronveaux). Já as entrevistas com as licenciandas das duas universidades foram efetuadas por meio de perguntas e respostas enviadas por e-mail. O principal objetivo desta pesquisa foi procurar entender melhor e socializar o processo de formação docente vivenciado nas duas Instituições de ensino, pensando, certamente, em possibilidades de melhorias referentes tanto à formação docente quanto ao ensino nas escolas brasileiras. A leitura deste livro se apresenta como uma possibilidade de reflexão para (futuros) professores (formadores) repensarem suas práticas docentes.

Violência, cotidiano e história mínima: o sujeito contemporâneo e a narrativa da Geração Granta

 

Rosane Maria Cardoso, Rafael Eisinger Guimarães, Fabiana Piccinin e Luana Teixeira Porto (Organizadores)

 

Editora CRV, 2019

 

ISBN 978-85-444-2534-3

 

Resumo: De que atributos se constitui o cânone na literatura? E que relações se pode estabelecer desta pergunta com a legitimidade e popularidade oportunizada aos autores a partir da indexação de Granta? Ao redor desta problemática, um conjunto de propostas alonga o olhar para o periódico nesta obra, tentando interpretar quais significados podem ser extraídos de seus processos editorais, dos autores e das temáticas afirmadas. Busca-se, em acordo aos movimentos de escrutínio metanarrativos, analisando a obra sobre as obras e buscando estabelecer, a partir dos indexados nas edições brasileira e espanhola, conexões às razões das eleições ante à tradicional garimpagem da revista. Neste processo, o livro vem menos oferecer respostas absolutas, e mais problematizar o efeito consagração e reconhecimento público dos integrantes da lista, bem como propor o cogito sobre o cânone daí derivado, a partir da mirada de investigadores, escritores e, inclusive, editores de Granta.

Literatura infantil e juvenil em língua espanhola

 

Rosane Maria Cardoso (organizadora)

 

Campinas, SP: Pontes Editores, 2018.

 

ISBN: 978-85-2170-064-7


Resumo: Literatura infantil e juvenil em língua espanhola: história, teoria, ensino discute as especificidades do gênero, em seus aspectos formais, históricos e temáticos e traz reflexões a respeito da tradição literária na Espanha e na América Hispânica, tanto no âmbito da origem de determinado cânone, quanto no campo especialmente caro à literatura hispano-americana relativo à tradição oral. Sobretudo, o leitor se depara com Espanhas e com Américas diversas, em constante ruptura com conceitos totalizantes. Acreditamos que esse leque multicultural é essencial no cotidiano do ensino da língua e da literatura.